sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Perspectivas determinadas do método da educação comparada

A comparação é o principal método da Educação Comparada, LOURENÇO FILHO salienta que antes de explicitar as técnicas de pesquisas, é necessário deixar claro as definições dos processos de lógica, uma vez que esses justificam a ordem e articulação dos tipos de investigação. O (2004, p. 59 – 60).

“Em outros termos, teremos de supor não só as técnicas de pesquisa, mas,antes disso, para que elas apresentem perfeito sentido, um corpo de princípios lógicos que orientem o trabalho, definindo o campo ou escala da observação, a natureza dos conceitos e hipóteses, ou o estabelecimento, enfim, de uma perspectiva determinada.” (2004. P. 60)

                LOURENÇO FILHO destaca três perspectivas, são essas: a histórica, sociocultural e a de rendimento.
a)      HISTÓRICA: “As realidades educacionais estendem-se no tempo, nutrindo-se dos mesmos fatores que determinam as grandes expressões da vida coletiva, por sua dinâmica. A uma parte dessa dinâmica é que se costuma dar o nome de processo educacional. Indiferenciado, a princípio, esse processo acaba por projetar-se na vida institucional de cada povo, passando a ser definido em prescrições dos costumes e das leis.” (2004, p. 60)

b)  SOCIOCULTURAL: “A segunda perspectiva considera essa projeção, na forma dos sistemas nacionais de ensino como ponto de partida, para descrevê-los em seus elementos e compará-los entre si, analisando-lhes os fatores de várias ordens, em função dos quais esses sistemas surgem e se desenvolvem. É, obviamente, essa perspectiva comparativa que fundamenta e estrutura a metodologia da Educação Comparada. Seus pressupostos fundamentais, como logo no início deste volume indicamos, são dois: um que admite como passível de estudo objetivo aquela projeção do processo educacional no plano das instituições político-sociais de cada país; e outro que admite uma ação de retorno do trabalho educativo intencional, apurado em objetivos e procedimentos que aos serviços do ensino assegurem continuidade e eficiência”

c)      RENDIMENTO: “consiste no estudo das condições particulares dessa eficiência, é utilizada no estudo da Organização e Administração Escolar.”


Ou seja, leva-se em conta procedimentos de outras áreas como a filosofia, as ciências sociais e a história. 

LOURENÇO FILHO, M. B - Educação Comparada - 3. ed. - Brasília: MEC/Inep. 2004

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Educação na América: pontos relevantes dos sistemas de ensino dos EUA, México e Argentina.


No livro de Manoel Bergström Lourenço Filho, “A Educação comparada” (2004), na parte II é explicitado “as sumulas descritivas de dez sistemas de ensino”, dentre esses: Inglaterra, França, República Federal Alemã, Itália, URSS, EUA, México, Argentina, Japão e Índia. Em seguida serão apontados aspectos relevantes dos sistemas de ensino dos países da América (EUA, México e Argentina) contidos no livro de Lourenço Filho, M B.
A orientação geral do sistema de ensino dos EUA

“é caracterizada por espírito democrático geral, tanto na administração dos serviços educativos como na composição e articulação dos cursos. Seus métodos, de ensino ativo, fundados no lema de “aprender fazendo” (learning by doing), são caracterizados por um espírito pragmático, no melhor sentido dessa expressão” (p 125)
                 
            Também possui um enorme interesse na investigação da educação, avaliando e criando novos métodos educacionais. As autoridades educacionais do México possuem o desafio da “inclusão”, já que o país passa por um momento de desenvolvimento industrial, e sobretudo por possuir povos de culturas distintas, demonstrando-se interessante como objeto de estudo

“O estudo da evolução educacional no México oferece particular interesse, por duas razões principais. A primeira é ter-se constituído o país com um contingente muito considerável de raças indígenas, de procedência cultural não uniforme. A segunda é o fato de sua própria situação geográfica, a qual facilita influências diversas, apresentando assim um cenário de contrastes culturais, especialmente pela vizinhança com os Estados Unidos” (p 132)

O ensino público da Argentina é basicamente pautado por dois artigos da constituição nacional: “Um deles refere-se aos poderes das províncias, atribuindo-lhes a instrução primária” já o outro “enumera as atividades do congresso federal, determinando que lhe cabe organizar o ensino geral e o universitário” (p 134)
Nota-se a influencia da cultura dos EUA nos demais países e consequentemente a adoção de sistemas políticos similares (regidos pela democracia e movimentados pelo capitalismo), datas suas devidas proporções históricas e demográficas possuem sistemas de ensino similares, porém diferenciam-se na postura metodológica, os EUA são conduzidos por uma filosofia pragmática, enquanto os países latinos adotam em sua maioria posturas construtivistas ou sócio-históricas. 

LOURENÇO FILHO, M. B - Educação Comparada - 3. ed. - Brasília: MEC/Inep. 2004.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Principais tendências da Educação Comparada


A “educação comparada” não possui uma definição do que se trata precisamente, porém, existem algumas tendências que explicitam seus fins. Dentre essas, vale ressaltar três escolas: a) escola “filosófica” de Kandel, que tem como “finalidade estudar problemas pedagógicos comuns a vários povos” e posteriormente “analisar as causas de sua origem e direção, verificando as razões mais profundas de tudo isso.” (2004, p. 63) Ou seja, a finalidade da educação comparada é identificar diferenças nas causas que produzem diferentes sistemas educativos. b) escola “idealista” de Hans, que consiste em estudar analiticamente três grupos de fatores de ordem natural, religiosa e de cunho ideológico com um olhar histórico. c) e por fim a escola “sociológica” de Lauwerys, da qual “consiste no reconhecimento expresso de fatores de natureza social.” (2004, p. 64), concerne em analisar e interpretar práticas e políticas da Educação nos mais diferentes paises e culturas.  

LOURENÇO FILHO, M. B - Educação Comparada - 3. ed. – Brasília: MEC/Inep, 2004.